Minha Loja Vistual: Danka Book & Romances

Minha Loja Vistual: Danka Book & Romances
Novidade Quentinha! Acabo de montar minha loja virtual: Danka Book & Romances! <3 Agora você poderá adquirir meus ebooks com PRECINHOS ESPECIAIS! Essa opção foi criada para aqueles leitores que não conseguem adquiri-los pelo Amazon. Vamos lá? Vamos Conferir?

domingo, 15 de dezembro de 2019

O Rei - Sedutor , Insaciável e Único por Danka Maia


Esta Obra está registrada: 1611039750645


Sinopse:

Baldur Oman é o segundo herdeiro na sucessão real, com a morte prematura se seu irmão, ele assume o trono de Montequier, um país europeu.  Até aqui quantas vezes você já começou uma história assim?  E seria mais um clichê, se não fosse por um detalhe: Baldur tem um segredo nefasto. Por fetiche ele é um garoto de programa que possui uma lista um tanto peculiar e elaborada por ele mesmo.
 Baldur é conhecido no mundo da prostituição como O Rei.
Mas na sua lista, só cabem mulheres casadas, com mais de trinta anos e loiras, que carinhosamente as intitulam como Lacaias.  Mas por quê? Qual será a razão para fazer deste homem tão poderoso e imponente satisfazer-se de um modo tão peculiar?
Como qualquer monarca, mesmo nos dias atuais, o reino de Montequeir escolheu para Baldur a mão de uma dama a sua altura. A Duquesa Mármara de Tucheir. Uma jovem de gênio forte, determinada e que como ele também guarda um mistério tão ou mais obscuro.
Num jogo de muito mistério e sedução você embarcará na viagem erótica mais avassaladora de sua vida. Prepare sua alma, pois o seu corpo já o pertence!



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Contos Da Hora Do Medo





Olá Minhas Ciganas e Ciganos!

Contos Da Hora Do Medo já está disponível no AMAZON com PRECINHO ESPECIAL! E deixarei um deles como degustação no WATTPAD!

NUNCA DANCE COM ESTRANHOS...😈😵😵😈😵

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Danka Maia no Catraca Seletiva



Paraaaaaa Tudoooooo!!! Meu Deus!
Minhas ciganas e ciganos!

Acaba de sair minha entrevista no site Catraca Seletiva com o amado e
gentil Vitor Leal!Sabe por que estou tão feliz? Porque se estou lá é porque devo isto a todos você que foram lá e indicaram meu nome.Tem como não se emocionar?

Deus abençoe a todos!
Vamos lá conferir?
Uhuuuuuuuu!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Menina é espancada até a morte por professor e colegas após não conseguir ler


<p>Foto: Pixabay</p>

Uma estudante de 10 anos morreu após ser espancada pelo professor e por colegas de classe no Quênia. Segundo reportagem do Daily Mirror, o docente permitiu que os alunos batesse na menina se ela não conseguisse ler um texto.
O professor, que está foragido, teria começado as agressões, segundo a reportagem. Com a repercussão do crime, pais de alunos retiraram os filhos da escola primária de Solio.
<p>Foto: Pixabay</p>



A mãe de um dos alunos, Mary Wanjiku, afirmou que o professor permitiu que os alunos batessem na menina se ela não conseguisse completar a leitura. No entanto, ele mesmo bateu primeiro.
<p>Foto: Pixabay</p>

“Ele atingiu a menina nas costas” , afirmou Mary.
Fonte: Yahoo

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

FADA SAFADA está no AMAZON!!!


A Fada mais maluca e tarada do reino das fadas está no Amazon!






Depois de minutos descendo meus quadris em várias posições céus a fora percebi que um macho humano me observada da cobertura de um prédio, que eu só sabia que era prédio porque vi nas escolas de fadas. Voei até ele toda faceta, cheguei na sacada colocando minhas mãos sobre meu queixo e os cotovelos sacada. Ele parecia petrificado como aqueles feitiços escabrosos das feiticeiras do Sul do meu reino.
— Oi! Tudo bem com você? — ainda mudo. — Oi! Fala a minha língua?
— Eu morri? — foi tudo que o morenão gostoso na casa dos quarenta conseguiu dizer.
— Por que você acha que morreu?
— Eu estou vendo uma mulher de asas debruçada na sacada do meu apartamento.
— E daí?
— Você é um anjo?
Não prestou. Agora de pé na sacada, passei a mão pelas minhas curvas e com um olhar bem sacana rebati:
— Você acha que eu tenho jeito de anjo é? — esfregando minhas mãos por minhas curvas, seios e bunda.
— Ainda acho que morri.
— Por quê?
— Porque do jeito que eu sou devo ter ido para o inferno e nesse caso você é uma linda diabinha.
Gargalhei ainda mais disposta a enlouquecê-lo.
— Você é lindinho sabia? — desci passando o dedo pelo peito viril e peludo dele trazendo o mesmo dedo na boca o chupando. — Tem um gosto bom. — outra risadinha levada.
— Quem é você?
— Que importa. Não seria melhor perguntar: Do que está disposta a fazer?
— Que delícia! — ele se aproximou mais de mim.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O POETA no Amazon!


Olá Minhas Ciganas! 

Promessa é dívida! 

O conto O POETA, está disponível GRATUITAMENTE pelo Amazon. Um conto simples, mas feito de coração para aqueles que tem almas sensíveis.Uma forma de agradecer pelo carinho de todos os leitores, ciganas e ciganos que tanto me apoiam. Corram! Por tempo limitado!!! 



domingo, 22 de janeiro de 2017

Afrescos mostram como era a vida sexual na extinta cidade de Pompeia

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Pouquíssimas coisas resistiram à erupção que destruiu Pompeia, a lendária cidade italiana. Entre os resistentes, arqueólogos encontraram afrescos que mostram completamente como era a relação daquele povo com o sexo.
As pinturas em questão, que revelam essa relação com a proximidade, estão em um prostíbulo descoberto no século 19. Apesar do tempo de descoberta, o local só foi aberto para o público recentemente.
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Segundo os pesquisadores que encontraram o Lupanar, prostíbulo em questão, as pinturas são de grande realismo. A maior tendência é que elas retratem as práticas oferecidas na casa, como uma espécie de vitrine.
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O que se sabe com certeza é que o Lupanar era um local que servia como centro de reunião entre políticos e empresários da época. Os serviços sexuais oferecidos no local eram majoritariamente de mulheres, mas havia também homens jovens. A maioria dos funcionários era ex-escravo.

"Os homens casados, nesta época, podiam dormir com qualquer uma, desde que mantivessem as mãos longe das esposas de outros homens. As mulheres casadas, no entanto, não podiam ter relações sexuais com mais ninguém. E tudo isso é visto no Lupanar", explica a professora Kelly Olson.

Fonte: yahoo

Entre Quatro Paredes E Nada Maia No Amazon!




Olá Minhas Ciganas! <3 span=""> <3 span=""> <3 span="">
Um conto picante saindo do forno direto para o Amazon... <3 span="">
🚨🚨💘💘 Entre Quatro Paredes E Nada Mais 🚨🚨💘💘

— Não gosta de falar muito garota das duas? — Eu tinha temor em pronunciar o nome dela por não me achar digno para tanto.
— Deveria?
— Isso foi inteligente. — foi como se ela tivesse lido meus pensamentos. Porque quanto mais ela falasse mais apaixonado eu me tornaria.

sábado, 14 de janeiro de 2017

20 LIVROS POR R$10,00!!!





20 livros MARAVILHOSOS te esperam nessa rifa da Danka! Não perca tempo!
Apenas R$10,00!!! Isso mesmo!
Olhem que lista!!!


1-O lado bom de ser traída - Sue Hecker
2-O Pequeno príncipe – Antonie De Saint- Exupéry
3- Álbum de casamento - Nora Robets
4- O símbolo perdido- Dan Brown
5- A sombra da lua- Marcos DeBrito
6- A piranha tem nome- Danka Maia
7-Entrevista com um vampiro- Anne Rice
8-Cidade dos ossos – Cassandra Clare
9- Para sempre Alice – Lisa Genova
10- Casa dos pesadelos – Diane Hoh
11- Anjos da escuridão- Sidney Sheldon
12- A seleção- Kera Crass
13-Por um momento apenas - Bella André
14- Os contos da Imaginação de Edgar Alan Poe
15- A Cabana – William P. Young
16- Arcabouço- Lácremo Bonard
17- O Peregrino – John Bunyan
18- A Peregrina - John Bunyan
19- Toda Sua- Trilogia da Sylvia Day (versão econômica)
20- O invencível e O Destruidor, - Vi Keeland

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

“Meu avô abusou sexualmente da minha mãe e eu sou o resultado”

A americana Rexan Jones, 23, é fruto dos anos em que sua mãe foi abusada pelo próprio pai. Após ele ser preso, sua mãe deu continuidade ao ciclo perverso abusando dela com um padrasto. Hoje, separada, é mãe de duas crianças e fundou um grupo de apoio para sobreviventes como ela

A americana Rexan Jones: "Meus filhos me motivam a sair da cama, ir trabalhar, sorrir. O ciclo de abuso acabou em mim" (Foto: Reprodução / Twitter)

“Poucas pessoas conhecem a história completa da minha infância. Amigos sabem algumas partes –que fui adotada, talvez, ou que meu pais já morreram ou que me sinto mal em mutidões- mas os detalhes são sempre chocantes demais para que eu consiga contar ou alguém consiga ouvir. Estou contando agora na esperança de ajudar alguém que precise de ajuda, numa tentativa de encontrar outros sobreviventes como eu.

"Por anos, minha mãe, a filha mais velha, suportou o abuso por meio de um triste acordo com o pai: ‘Faça o que quiser comigo, desde que deixe as outras em paz.’
Eu sou um produto do incesto. Meu avôabusou sexualmente da minha mãe –filha dele- por anos, eventualmente a engravidando, e eu sou o resultado disso. Ele é meu avô e pai; seus outros sete filhos são, ao mesmo tempo, meus tios e tias e meu irmãos e irmãs.

Por anos, minha mãe, a mais velha, suportou o abuso por meio de um triste acordo com ele: ‘Faça o que quiser comigo, desde que deixe as outras em paz.’ Ela tinha 18 anos e estava grávida de mim quando descobriu que ele nunca cumpriu a promessa e foi quando fugiu.
Só então decidiu finalmente denunciar oabuso. Minha família conseguiu manter a história em segredo vivendo sempre de mudança e se isolando de qualquer tipo de vizinhança. Eles viveram em vários hotéis e nunca matriculavam os filhos em escolas. Numa estranha coincidência, minha mãe foi à polícia ao mesmo tempo que dois dos irmãos dela haviam sido encontrados após também fugirem de casa. As histórias eram tão semelhantes que os assistentes sociais ligaram os pontos.

Levou seis meses até que alguém perguntasse à minha mãe quem era o meu pai. A família mantinha a versão de que ela havia sido abusada por algum empregado de um dos hotéis, mas os assistentes sociais desconfiaram e a pressionaram até que ela admitisse que eu era filha do meu avô.
Rexan Jones em foto aos 18 anos: ela foi adotada aos 17 anos pela mesma assistente social que havia cuidado da mãe anos antes (Foto: Reprodução / Twitter)

"Minha mãe começou a usar drogas e deu continuidade ao ciclo de abusos. Ela arranjou um novo namorado e me usava, ainda criança, como parte das fantasias sexuais dos dois"
Um exame de sangue selou o destino do meu avô, que foi condenado a 20 anos de prisãopor abuso sexual e incesto (ele foi solto há dois anos, mas continua fichado comoestuprador –eu rastreio os passos dele todos os dias para ter certeza de que não está vivendo nas proximidades).

Infelizmente, o pesadelo não acabou depois que ele foi preso. Minha mãe começou a usar drogas e deu continuidade ao ciclo de abusos. Ela arranjou um novo namorado e me usava, ainda criança, como parte das fantasias sexuais dos dois. Ela me filmava e fotografava nessas situações e vendia imagens como pornografia infantil.

Uma das minhas primeiras lembranças é de ser colocada de castigo porque resistia ou porque havia me recusado a fazer sexo oral no namorado da minha mãe. Ela sesuicidou, enforcada, no dia 7 de agosto de 1996, quando eu tinha 5 anos.
Fui mandada para a casa da minha avó, que havia sido uma testemunha silenciosa dos horrores que o marido fazia. Ela também não era alguém mentalmente estável e me via como o fruto da infidelidade do marido –para ela, minha mãe era ‘a outra’. Por causa disso, me batia e agrediapsicologicamente constantemente. Quando eu fazia algo de que ela não gostava, ela dizia que meu mau comportamento era porque eu era ‘filha de Satã’.

Na adolescência, minha fúria era enorme e eu encontrei refúgio em analgésicos e maconha. Fiquei grávida do meu namorado no segundo grau, quando tinha 16 anos e meu filho finalmente mudou minha vida.
"Parei de beber e fumar assim que soube que estava grávida e toda minha vida passou a ser dar ao bebê uma vida melhor do que a que tinha tido"Parei de beber e fumar assim que soube dagravidez e toda minha vida passou a ser dar ao bebê uma vida melhor do que a que tinha tido. Quando dei à luz, os médicos viram aquela adolescente cheia de hematomas e ligaram para o serviço social. Eu e meu filho fomos mandados para um abrigo e a assistente social que me recebeu era a mesma que tinha ajudado minha mãe e seus irmãos anos antes. Ela decidiu me adotar quando eu tinha 17.

Após isso, tive uma pequena amostra de uma vida normal. Fui a oradora da minha turma de colégio na formatura, casei com meu namorado, pai do meu filho. Tivemos outro filho e meu marido entrou para a Marinha.
Mas durante todos esses anos, tive que lidar com problemas de ansiedade e o fantasma da depressão. Fui internada algum tempo após uma tentativa de suicídio. Como terapia, escrevia todo dia sobre minha vida. Coloquei tudo no papel. Até hoje leio esses relatos quando tenho dias ruins, para me lembrar o quanto já superei.

Meu marido e eu acabamos nos separando, mas eu e a nova esposa dele viramos amigas. Ela sempre me visitava no hospital e levava desenhos dos meus filhos. Tenho muitos amigos que me apoiam. Um deles, com quem divido uma casa hoje, é capaz de passar 45 minutos me acalmando quando, do nada, tenho crises de pânico.
"Meus filhos são meu maior incentivo. Eles me ensinam a capacidade de ser feliz."Tenho um cachorro que é parte da minha terapia psiquiátrica. Ele é um São Bernardo fofo que é treinado para reconhecer quando estou em crise e, literalmente, se colocar na minha frente e me bloquear até que eu me acalme.  Sempre amei animais e sou voluntária em clínicas veterinárias no meu tempo livre.

HERANÇA GENÉTICA
Você deve estar se perguntando sobre minha saúde, considerando a minha herança genética complicada. Tenho um risco maior de desenvolver as doenças do lado da família do meu pai, uma vez que tenho mais do DNA dele. Já venci dois cânceres cervicais e, como minhas articulações não se desenvolveram corretamente, tenho artrite. Um médico me disse que sou uma mulher de 23 anos com um corpo de 53.
Namorar alguém é muito difícil, mas eu tento. A intimidade é a parte mais complicada, emocional e sexualmente, então eu estabeleço limites, uma série de coisas que posso e não posso fazer.

Meus filhos são meu maior incentivo. Eles me ensinam a capacidade de ser feliz. Os dois têm 6 e 4 anos e tudo que sabem sobre meu passado é que a mãe era uma órfã que foi adotada. Eles me motivam a sair da cama, ir trabalhar, sorrir. Ociclo de abuso acabou em mim.
Passei tempo demais da minha vida sentindo raiva, revoltada com meu passado e ressentida com minha família. Também fiquei muito pessimista sobre a capacidade humana para o mal. Me cansei de sentir esse ódio.

Fundei um grupo de apoio para pessoas como eu, na esperança de formar uma rede de sobreviventes. Estou bem em relação ao passado, é o presente e o futuro –minha carreira, meus animais, minha esperança no amor, meus meninos lindos- que importam para mim de agora em diante
.
Fonte:revistamarieclaire

"Minha mulher se tornou transexual e eu perdi minha identidade lésbica", relata americana

Simon e Kendra em foto publicada por ela no Instragram: "Se Simon é um homem, sempre foi assim, não importa se eu tinha consciência ou não."  (Foto: Reprodução / Instagram)

"Eu me assumi bem antes de Ellen, muito tempo antes de Katy Perry cantar sobre beijar uma garota (e gostar). Eu era uma caloura na universidade quando descobri, para minha surpresa, que estava loucamente apaixonada por minha melhor amiga. Era o meio dos anos 90 e, nesta época, certamente não era nada "da moda" ser gay.

Eu fui a primeira pessoa gay que a maioria de meus amigos conheceu. Mas eu gostava de ser gay. Tinha uma obsessão antes com a ideia que meu completo desinteresse pelos meninos significava que havia algo errado comigo. Então descobri que não tinha nada de errado -eu só era gay.
"No dia 28 de janeiro de 2011, nossa filha veio ao mundo. Foi o fim de uma batalha de dois anos lidando com tratamentos contra infertilidade e um aborto espontâneo"Meus pais, por outro lado, não gostaram muito. Eles passaram anos pregando que era só uma fase (spoiler: não era). Os dois queriam netos e um casamentoheterossexual para mim. Encontrar um homem que me amasse e tomasse conta de mim era um de seus principais objetivos na vida.

Mas enquanto meus pais estavam preocupados com meu futuro, eu estava mergulhada na cena gay da faculdade. Encontrei minha turma. Nós nos divertíamos, éramos felizes, amávamos uns aos outros, éramos ótimos alunos. Sabíamos que tínhamos um futuro e não estávamos preocupados de jeito nenhum.

Viver o fim do meu primeiro amor foi devastador. Sofri muito. Mas a despeito dessa montanha-russa que sempre foi minha vida amorosa, eu era uma lésbica assumida e orgulhosa. Essa era minha identidade. Ir para as festas com outras amigas lésbicas ou à Parada Gay de Atlanta me fazia sentir cercada por pessoas que entendiam uma parte de mim que o mundo queria que eu escondesse.
Conheci Amy no fim dos meus 20 anos, num bar de lésbicas. Eu já a tinha visto antes, mas ela tinha namorada. Desta vez ela estava solteira e eu, de volta à pista. De cara, nosso encontro mostrou que tínhamos uma conexão perfeita. Amy e eu dávamos tão certo juntas que era algo difícil de negar.

Nós duas estávamos passando por momentos difíceis: ela havia perdido o irmão no ano anterior e eu lidava com a depressão -na época, ainda não identificava como uma doença. Nossas personalidades eram complementares. Ela me entendia melhor do que eu mesma em muitos assuntos.
"A verdade era uma só: Amy, no seu coração, na sua mente, era um homem. Fingir, evitar ou negar não ia mudar isso."Então fizemos o que qualquer casal lésbico faria... fomos morar juntas. Em seguida, casamos. Bem, não legalmente. Era 2006 e ocasamento gay ainda levaria 9 anos para ser aprovado na Flórida. Mas fizemos uma cerimônia ao ar livre com todos nossos amigos, dissemos nossos votos, juramos amor uma à outra e festejamos.

Amy e eu amávamos estar casadas. Mas logo surgiram as primeiras turbulências. Nós duas continuamos saindo muito para festas. Flertávamos com a infidelidade, tínhamos muitas discussões bêbadas. Tinha sempre muita gente entrando e saindo de nossa casa. Mas, principalmente, éramos duas pessoas que se amavam muito e também se odiavam. Éramos autodestrutivas e o álcool potencializava tudo.

Então, em outubro de 2008, nós duas paramos de beber. Nos tornar sóbrias envolvia, primeiro, rever todas as coisas que nos faziam querer beber e enfrentá-las. Uma tarefa difícil e desgastante emocionalmente. O processo, em muitas partes, é solitário. Mas aprendemos a incentivar uma à outra. Ensaiávamos como seria a reunião no AA, ríamos do café fraco e lidávamos juntas com os efeitos físicos e psíquicos da falta do álcool. Começamos a crescer e a assumir responsabilidades.
No dia 28 de janeiro de 2011, nossa filhaveio ao mundo com um punho em riste, como um símbolo de triunfo. Era a primeira expressão de sua grande personalidade. Foi o fim de uma batalha de dois anos lidando com tratamentos contra infertilidade e um aborto espontâneo.

Agora, tínhamos tudo que meus pais haviam sonhado para mim: uma casa, um casamento, uma filha. Eu estava completamente apaixonada pela minha vida e ser gay continuava sendo parte central da minha identidade. Falar que era gay era uma das primeiras coisas que dizia numa conversa. Sempre mencionava minha mulher ou falava sobre a "outra mãe" da minha filha. Queria mostrar ao mundo que gays estão prontos para casamento e filhos, que amamos e vivemos como qualquer um.
"Quando olho para a pessoa com quem vivo há quase dez anos, para a filha que nos adora, sei que estou no lugar em que quero e preciso estar. Eu o amo. E ele ainda me ama como ninguém mais. Isso transcende qualquer rótulo."Então não é difícil imaginar o abalo sísmico em minha identidade quando Amy sentou uma noite comigo, depois de voltar da terapia, e disse que era transgênero. Para dizer a verdade, a revelação em si não foi um choque. Ela há anos se mostrava insatisfeita com o corpo. Era constantemente chamada de "senhor" em público e não demonstrava o menor incômodo. O que a incomodava, na verdade, era quando a pessoa se corrigia -com se tivesse perdido o encanto.

Eu sabia disso, mas torcia para que fosse alguma disforia de gênero. Afinal, eu sou lésbica, me sinto atraída por mulheres, não homens. Mas a verdade era uma só: Amy, no seu coração, na sua mente, era um homem. Fingir, evitar ou negar não ia mudar isso. O esforço que estava fazendo a estava mergulhando numa depressão. E eu estava vivendo com uma sombra da pessoa que havia amado.

Para Amy, viver essa verdade era uma questão de vida ou morte. E eu só poderia decidir entre ficar ou ir embora. Ela começou a transição e passou a se chamar Simon.
O que uma mulher em seus quase 40, orgulhosa de ser lésbica, poderia fazer diante do parceiro homem transexual? Eu não sei. O que posso dizer é que escolhi ficar. Se Simon é um homem, sempre foi assim, não importa se eu tinha consciência ou não. Resolvi ficar porque ele é corajoso, gentil, honesto e amoroso em maneiras que Amy nunca teria a mesma abertura e transparência para ser. Resolvi ficar em nome da família que criamos juntos e porque não posso imaginar minha vida sem ele.

Quando eu começo a analisar demais o que estar com Simon significa para minhaidentidade lésbica, eu entro um pouco em pânico. É como perder uma parte de mim. Mas quando olho para a pessoa com quem vivo há quase dez anos, para a filha que nos adora, sei que estou no lugar em que quero e preciso estar. Eu o amo. E ele ainda me ama como ninguém mais. Isso transcende qualquer rótulo.

Eu sou uma lésbica que um dia acordou casada com um homem -e não poderia estar mais feliz e orgulhosa dele ou de nós. Só não deduza que, por isso, sou hétero."


Fonte:revistamarieclaire